A inteligência artificial já aparece como um dos principais fatores por trás da nova onda de demissões em massa no setor de tecnologia. Segundo dados divulgados pelo the news, 48% dos cortes registrados estão relacionados à automação de funções.
O dado ajuda a explicar o avanço dos chamados “megalayoffs” no Vale do Silício. Nesta semana, a Snap Inc., controladora do Snapchat, anunciou o corte de 16% de sua equipe, reforçando a tendência no setor.
Empresas como a Oracle, que realizou cerca de 30 mil demissões, a Amazon, com 16 mil cortes, e a Block, que reduziu aproximadamente 40% de sua força de trabalho, também aderiram à reestruturação.
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Diferentemente de momentos anteriores, o mercado financeiro tem reagido de forma positiva às demissões. Após o anúncio dos cortes, as ações do Snapchat subiram 8%, enquanto os papéis da Block registraram alta superior a 20%. A avaliação de investidores é de que equipes maiores passaram a ser vistas como estruturas menos eficientes.
Além da automação, o cenário é influenciado pelo aumento dos custos para desenvolvimento de infraestrutura de inteligência artificial. A Oracle, por exemplo, justificou seu layoff como parte de um plano para economizar US$ 10 bilhões destinados à construção de novos data centers.
Outro fator apontado é a correção de contratações feitas durante a pandemia, período em que houve expansão acelerada das equipes no setor.
Somente no primeiro trimestre de 2026, empresas de tecnologia já cortaram cerca de 80 mil empregos. Em 2025, o total de demissões foi de pouco mais de 124 mil. Ainda, de acordo com o diretor de assuntos globais do LinkedIn, as contratações caíram cerca de 20% desde 2022, embora ele não atribua diretamente essa queda ao avanço da inteligência artificial.